terça-feira, 24 de maio de 2011

Acelere seu metabolismo

Longos períodos sem comer – seja pela falta de tempo ou por restrição – não faz bem para a saúde tampouco para emagrecer. Mas a idéia de que o jejum ajuda na perda de peso ainda permanece na cabeça de muitas pessoas. No máximo o que se consegue no metabolismo, no sistema hormonal e no comportamento alimentar, dificultando a perda de gordura e a habilidade de manter o corpo em forma.
Quando o organismo fica um longo período sem receber alimento (isso acontece em 5 horas), ele percebe como um estado de jejum e então começa a “poupar” energia. É um mecanismo de adaptação natural e de sobrevivência. Com isso, o metabolismo se torna mais lento, resultando em menor “queima de calorias” é um prejuízo para aqueles que desejam reduzir peso.
Outro fato importante é a liberação do hormônio cortisol – conhecido como hormônio do estresse, que se eleva toda vez em que se pula refeições, ou seja, que o organismo fica sem receber alimentos. Ele é responsável por dificultar a queima de gordura corporal.
O cortisol é um hormônio glicocorticóide produzido pela glândula supra-renal a partir do colesterol e tem sua produção estimulada pelo hormônio adrenocorticotrópico (ACTH). Por ser hormônio envolvido com reações de estresse, ele tem função de fazer o corpo reagir, ou seja, continuar funcionando a qualquer custo. E muitas vezes esse custo pode ser a liberação de aminoácidos como fonte de energia.
Dessa forma, outra conseqüência do jejum pode ser a dificuldade de ganhar massa muscular ou ainda a perda dela. Isso porque o organismo para de funcionar bem depende de energia proveniente dos alimentos, principalmente dos carboidratos. Quando falta essa energia, a massa muscular é utilizada como fonte de energia.
Alem disso, ficar muito tempo sem se alimentar tende a levar ao maior consumo de calorias na próxima refeição. Porções maiores e alimentos de alta densidade energética aparecem como resposta – isso sem falar na possibilidade de episódios compulsivos para aqueles mais suscetíveis a este tipo de comportamento.
O bem-estar físico e mental também pode ser prejudicado. Sabe-se que o cérebro só funciona a partir dos carboidratos. A má alimentação pode levar à irritação, sonolência e até mesmo mau - humor. Alem de sensação inconveniente de dores de estômago, tonturas e mau hálito.
Portanto, o mais indicado é fracionar as refeições. Um fracionamento adequado ao longo do dia pode distribuir 20% das calorias para o café da manhã; 30% para o almoço; 25% para o jantar e 25% para os lanches em geral.
 A inclusão deste simples hábito já é um passo para uma alimentação mais saudável e “QUALIDADE DE VIDA”.
Obs. Teorias defendidas e aprovadas por profissionais da área da saúde. 

Um comentário:

  1. Vi uma reportagem de uma moça na TV esses dias. Ela pesava 278 quilos e tinha chegado a esse peso comendo apenas uma refeição por dia! A primeira orientação do nutricionista foi exatamente a distribuição das calorias durante o dia, para melhorar o metabolismo.

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